01
out
09

Reorganizando a vida

Faz alguns dias que estou na minha. Estou tão na minha que nem aqui tenho aparecido, nem aqui tenho escrito. Estou em recesso…

Uns poucos dias, é verdade, mas estou bem assim.

Sinto-me com preguiça para futilidades, com preguiça para politicagem, com preguiça para sorrisinhos. Sinto-me com preguiça para discussões, preguiça para briguinhas, preguiça para bobagens.

O encontro comigo mesma e com o silêncio me revela muito. É bom ficar sozinha. Eu gosto! De vez em quando eu até prefiro. Sempre fui uma filha única bastante independente.

Não vou dizer que eu esteja de “saco cheio de tudo”. Longe disso. Muito longe disso!

De algumas coisas, até estou, mas às vezes isso até pode ser bom, porque me faz parar e reavaliar muitos dos meus objetivos na vida.

Quando você desacelera a euforia, tudo fica mais claro. Estou observando alguns detalhes novos. Se eles são bons? Ainda não sei. Tenho visto algumas máscaras flutuando. Eu as compreendo, mas não quero usá-las também. Reclusa para balanço.

 

Tenho aproveitado meu tempo livre para organizar minha vida. Arrumo meus armários,  limpo minhas gavetas, descarto algumas tranqueiras. E o engraçado é que, junto com as tralhas, me liberto também de alguns valores antigos. As coisas mudam. Há que se criar espaço na vida para novas e boas emoções. Retratos antigos de pessoas queridas repousam em caixinhas coloridas, com carinho. Anotações em pedaços de papel,  agora sem sentido, são picotados e seguem para a reciclagem. Roupas que já não uso tomam  outro destino. Não importa se não gosto mais delas, se não me servem mais. Vão agasalhar novos corpos sendo testemunhas de novas histórias. Merecem agora a chance de continuarem a existir além do espaço escuro de um armário. A vida segue.

 

Quando saio do trabalho agora, deixo todos os problemas dele ali. Não tenho levado nada nem mesmo até o estacionamento. Quero entrar no meu carro mais leve, com aquela sensação de missão cumprida e ponto.

No caminho, tenho relevado todos os problemas do trânsito. Não vale mesmo a pena reclamar daquilo que não posso mudar e se tenho que passar por aquilo, que eu faça cantando. Sim, porque nestes dias, só a música me acompanha. Nem mesmo as notícias entram pelo meu mundo. No carro, não! Quero um pouco de paz e serenidade.

Quando chego em casa, um afago mais demorado na minha cadela que me recebe feliz, uma bate-papo mais demorado na cozinha com os homens da minha vida.  Eu não quero acompanhar a nova novela… Quero acompanhar a minha vida mais de perto. Ter mais tempo pra mim, para os meus. Em dias assim, o simples prazer de jogar a bolinha inúmeras vezes seguidas para a minha cadela se transforma num dos melhores programas.

Coisas boas e simples que temos na vida. Coisas que devemos dar mais valor.

Semana passada chegou em casa uma nova e grande cama. E um maravilhoso colchão novo também! Que delícia! Estamos dormindo melhor e mais felizes. Eu sempre achei e reafirmo: sapatos, travesseiros e colchões são muito importantes. Precisam ser bons e confortáveis.  A partir deles a vida fica mesmo melhor. Ou não. Invista nisso! Sapato apertado, cama pequena ou barulhenta, travesseiro ruim…  nada pior.

Meu próximo passo será me aproximar daqueles queridos de que tenho saudades. Amigos que adoro e que vejo pouco, amigos que vejo mas não tenho tempo para dispensar…  

 

Nem tudo pode ser perfeito, mas a vida deve ser vivida da melhor maneira possível, não é mesmo? Preciso fazer a minha parte. Talvez eu ainda continue quietinha por um tempo. Dentro de mim…mas muito bem, obrigada.  Quando eu voltar, serei uma pessoa melhor, mais arrumada,  organizada e feliz. Que assim seja!

23
set
09

Bruxas

bruxaSempre tive um certo carinho pelas bruxas. Mesmo quando era criança.

Minha mãe chegava a se preocupar com isso. Eu não era a típica criança que tinha medo delas, que as temia.
Teria eu um desvio de comportamento? Não, não tinha. Eu só era original e, para a minha sorte, não era dada a sentir medo de escuro, de bruxas, de lobo-mau… rsrs
Ainda na escolinha, fiquei frustrada por ter sido escolhida para representar a Maria e não a bruxa da historinha “João e Maria”. Achava a roupa, o chapéu e a casa da personagem muito mais interessante. Pense bem: quem é que tinha a casinha de chocolates, doces e biscoitos?
A bruxa!…. Muito mais legal do que ficar passeando no bosque jogando pedacinhos de pão no chão e acabar perdida!

Bruxas para mim sempre foram interessantes. Essa história de chamar de bruxa uma pessoa má, para mim, não tem nada a ver. Se eu tivesse algum poder, nenhuma delas teria ardido em fogueiras. E por que essas mulheres arderam? Por serem algum tipo de ameaça?
Pessoas que curam, que tratam, que acreditam na força da energia do pensamento, não podem ser ruins pra mim.

Mais tarde, já na adolescência, alguns amigos começaram a me chamar de bruxa porque achavam que eu “adivinhava” muita coisa. Eu nunca achei que adivinho nada. Acredito sim, que eu seja sensível e observadora, apenas isso.

Quando a gente se dispõe a olhar mais profundamente, a gente passa a ver melhor, adiante, apenas isso.

Há também a minha simpatia por roupas pretas. Muita gente pensa que roupa preta é coisa de magia, de escuridão, de góticos, de emos, de bruxas… Apenas mais um preconceito. Pra mim, roupa preta é discreta, é neutra, é básica.

Assim como as bruxas, também acredito que a nossa força toda vem da natureza. E por fazermos parte dela, creio que tudo aquilo que fazemos e desejamos para alguém, volta pra nós. Tudo se liga, se conecta. Tudo volta triplicado. Quando tomamos consciência disso, torna-se muito natural fazermos e desejarmos o bem aos outros, a nós mesmos. Somos parte de um todo.

Se sou uma bruxa, não sei, mas que gosto delas, eu gosto!

19
set
09

Adoro pantufas

pantufas do Frajola

Eu confesso:

- Adoro pantufas!

Podem me chamar de infantil, podem me chamar de velhota, podem chamar do que quiser…

Se tem uma coisa que eu gosto de comprar, são pantufas!!! Pantufas fofinhas, macias, coloridas,  confortáveis, divertidas… pantufas, pantufas, pantufas!

Também adoro chinelinhos de quarto, daqueles quentinhos, de solas molinhas e flexíveis, levinhos, gostosos.

Como boa canceriana que sou, adoro o conforto de estar em casa… Em casa, de pantufas.

Junto com as pantufas, aquele pijaminha de corte amplo, de abotoamento frontal (sim, tipo aqueles que nossos avós usavam!)  mas caprichosamente escolhidos pelas estampas  e tecidos.

Sou daquele tipo de pessoa que adora o inverno só pra poder ficar em casa, de pijaminha, pantufas, manta macia xadrez e um bom filme, um bom livro. Nada melhor!

O que alguns amigos acham graça é da minha simpatia especial por pantufas engraçadas: patas de animais, cabeças do Mickey, Cachorros com Óculos e todas aquelas pantufas que normalmente as crianças ganham… 

Ainda me lembro da cara de espanto que fez uma moça que veio me entregar uma cesta de café da manhã. Ela chegou cedo na minha casa. Eu não esperava que alguém pudesse tocar a campainha tão cedo.  Na pressa e certa de que ela tinha tocado em casa errada, mais dormindo do que acordada ,  fui atender no portão com o meu gasto par de pantufas!!!

A moça não conseguia tirar os olhos dos meus pés.  Neles, eu usava um par de pantufas vermelhas com enormes cabeças do Mickey Mouse sorrindo na ponta.  Entregou-me a cesta e quando já se virava para abrir a porta do carro, não resistiu, virou para trás e me perguntou:

_ Desculpe, mas você comprou estas pantufas por aqui? Queria comprar uma dessas para os meus filhos e não encontro.  

Querendo brincar um pouco com a situação, respondi…

_ Ah, estas aqui não são minhas. São do meu pai! Ele que comprou, mas eu não resisto e pego emprestado. Adoro pantufas!!!

http://www.youtube.com/watch?v=6854Sp1tLaU

15
set
09

Quando a lágrima transborda

Hoje uma amiga me chamou de altruísta, mas nem assim consegui sorrir.

E não o consegui porque pensei comigo: _ Será que isso é bom? Será que vale a pena?

 

Hoje eu não consigo sorrir.

 Hoje estou na minha. Hoje estou triste. Hoje minha alma está molhada.

Não sei quanto tempo esta mágoa vai ferir, mas ainda assim vou manter minhas portas abertas porque não mascaro as minhas verdades, apenas  silencio minhas palavras.

Habituada a me recolher ao canto e quieta, percebo que não esperam que eu pense em mim.  Esperam que eu pense no todo, nos outros,  em nós, …mas não em  mim.

Esperam o meu silêncio, o meu agradecimento, a minha submissão. Esperam o meu  apoio, o meu carinho, o meu trabalho, a minha mão.

Só que a minha essência se perderá  no caminho se eu tiver que seguir passos que não sejam os meus. 

Eu não quero me perder de mim… Quero continuar a pessoa que fui e sou porque,  machucada ou não, tenho orgulho de ser assim. Eu amo realmente.  Eu vivo intensamente. Eu sou real.

Eu sou alguém.

Ainda que alguns não percebam  ou não queiram descobrir o ser humano que sou, eu sou assim. 

De tempos em tempos minha alma fica úmida, cansada,  mas encontro no brilho das lágrimas ainda mais motivos para ser simplesmente assim.

11
set
09

Acordo arrependida, mas não durmo com vontade!

Nesta semana vi esta frase no perfil do MSN de uma amiga. Da Lelê.

Chorei de rir só de imaginar todas as interpretações que uma frase dessas poderia render.

Não é o máximo?
Muitas vezes a gente faz isso mesmo. Acorda até arrependida, mas de algo que fez? Antes assim. E se a gente fez, a gente ousou. E se ousou é porque, naquele momento, a gente queria muito.

Se a gente quer muito e faz, a gente merece! Antes se arrepender de algo que a gente provou.

Se tem uma coisa que, Lelê e eu, costumamos acreditar e dizer sempre, é que devemos nos arrepender daquilo que fizemos.

Quantas e quantas vezes nós duas divagamos sobre a coragem de ir atrás do que se quer.

Concordamos que a sensação de não ter tentado, arriscado, é muito chata, incômoda até.

Não permitir que as coisas fluam, aconteçam, pode gerar um alto grau de insatisfação.

Você sempre vai achar que se tivesse tentado, tudo seria lindo e maravilhoso. E aí, vai se culpar por não ter tido a coragem de experimentar. A vida é curta.

No dia seguinte, pode vir a enxaqueca. Sim, a bebida podia não ser tão boa assim, seu fígado pode não estar legal.  Tudo bem. Veja pelo lado bom. Você saiu da rota, do previsto, arriscou. Conheceu um caminho novo. Na próxima, se houver uma próxima disso, você vai ousar mais, vai estar mais preparado. Talvez já não se arrependa. Aprenda.

Só não vale deixar que a culpa te invada. Não…  Antes ter um dia de ressaca do que não provar o coquetel.  

Vai ficar sempre na segurança de não passar da conta, de não se expor, de não viver o que pode ser seu? Que graça tem?

E isso cabe para tudo…

Nem tudo o que a gente quer a gente tem, é fato, mas não se permitir ir além daquilo que nos chega de bandeja é passividade demais.

 

Acordo arrependida, mas não durmo com vontade!

De quê?

De um bombom, de um beijo, de uma bebida, de uma balada, de uma pizza, de uma transa?

Seja do que for!!!  Arrisque!

Arrependa-se até o novo desejo te invadir… permita-se sentir, querer… e tenha!

Se for para passar vontade, que não seja por ignorar a oportunidade.

Divirta-se!

10
set
09

Gripe, cama, chuva, gripe…

lenços de papel

Alguém me disse:

_ Nada melhor para a gripe do que a boa e velha vitamina C e cama, meu bem!

Acatei o conselho. Não funcionou!

Pelo menos eu esperava que depois de quatro dias de molho, a danada tivesse me abandonado de vez. Triste sonho! Agarrou, gamou, ficou.

O que mais fiz no último final de semana foi descansar e tomar pastilhas efervescentes de vitamina C. Não sei como fiquei gripada, mas desconfio da temperatura do ar condicionado que temos no trabalho.

Na sexta-feira passada, enquanto eu aguardava o momento certo de poder encarar o trânsito,  já sentia a sala mais fria do que a tarde cinzenta e chuvosa do lado de fora.  

 

Era um aviso.

Quem mandou eu não me agasalhar melhor?
Quem mandou eu sentar embaixo de um dos poucos dutos de ar condicionado abertos?

Quem mandou eu não sair mais cedo a tempo de fugir do trânsito?

Assim começava o meu longo e fanho final de semana.

 

Em tempos de pandemia de gripe A, não ter febre nem dores de cabeça me deixou mais tranquila. Tranqüila sim, contente seria exagero.

Se ficar gripada sempre é ruim, imaginem em tempos de gripe suína.

Todo mundo vai pensar que você está com o tal do vírus H1N1. E com razão! Afinal, não está escrito na sua cara se seu vírus é este ou aquele.

 

Ganhei duas caixinhas de lenços de papel do meu marido que se comoveu com a minha “constipação”;  Já conhecem lenços de papel com essência de eucalipto e menta????

Muito estranhos!  Fiquei enjoada com o cheiro deles, mas como dizem que eucalipto e menta também fazem bem, vamos que vamos…

 

Tanta coisa para fazer em casa, tantos passeios que gostaria de fazer no feriado prolongado e eu na cama, de molho.

Queria poder visitar um tio, mas gripada nem pensar!

Queria tomar uma bebidinha gelada para relaxar… não posso. E tomar Amarula, que eu amo, sem gelo perderia toda a graça. Depois tem mais: bebida alcoólica e antigripal não combinam.

O resultado de tantos comprimidos de paracetamol, ácido ascórbico , fenilefrina e outras coisinhas  mais foi sono. Muito sono!

Perdi a oportunidade de estar com meus tios que vieram passar o final de semana em São Paulo. Perdi a pizza com os primos no sábado à noite.  Perdi a disposição para arrumar as gavetas que esperam por salvação urgente.

Perdi o bom humor.

 

Assim passei o Sete de Setembro. A gripe, mais forte do que eu e meus fármacos aliados, se manteve na ofensiva. Firme, arrogante, imponente.

O único consolo foi ter conseguido assistir praticamente toda a segunda temporada do “24 Horas”. Embora eu não goste muito de filmes e séries de ação, confesso agora que já fui seduzida pelos encantos do Jack Bauer… Ou será que quem me seduziu mesmo foi o  Kiefer Sutherland?

Perdi a noção das horas, do tempo. Acordei algumas vezes com aquela sensação estranha de não saber onde estava, sem saber se era dia ou se era noite.

Batia uma tristeza por não me sentir bem e disposta e arrastei-me para cumprir o mínimo necessário de obrigações.

Tenho certa dificuldade em me deixar quieta, recarregando as energias.  As pessoas não estão acostumadas a me verem muito tempo isolada, mesmo que eu esteja doente.

Gosto de ficar quieta no meu canto de vez em quando, mas tenho certa dificuldade em permitir que isso aconteça.

Cheguei à conclusão de que preciso trabalhar isso melhor. Preciso me permitir parar um pouco quando não há nada o que se fazer, além de PARAR. Também tenho o direito de ficar doente, de descansar, não é não?

 Chegou a terça chuvosa, traumática. Um temporal absurdo caiu sobre São Paulo.  

Chuva de granizo, céu que ficou preto de repente. Para andar dentro de casa, só mesmo com as luzes acessas. E mais chuva, e mais espirros, e mais cansaço.

Gripe chata.. Queria dormir…

E eu, com gripe… AINDA. Fanhosa. Medonha.

Peguei o carro mas não tive coragem de encarar o trânsito que aparecia já perto de casa. Motoristas tensos e assustados faziam barbeiragens e manobras estranhas embaixo daquele aguaceiro. Tive receio. Voltei para trás.

Tudo o que eu não precisava era encarar a chuva, cair em congestionamentos, atravessar pontos de alagamento, ter algum acidente.

Na TV as cenas de um dia caótico: ruas barrentas, carros estacionados sob a chuva nas marginais, deslizamentos, enchentes, desespero.

São Paulo vivia um dia terrível. Pane nas linhas telefônicas de São Paulo. Só faltava essa!

Quando percebi que tinha ao menos a banda larga funcionando e a conexão da internet estabelecida, um alívio. Logo percebi que meus amigos do trabalho também lutavam para conseguir chegar e outros já tinham desistido. Era realmente o caos. Melhor nem sair de casa.

 O jeito foi desencanar, trocar de roupa e encarar um pratinho de canja, que não faz mal pra ninguém.

E assim foi…. 

Mas e a gripe?
Continua aqui! Sintomas mais brandos, é verdade, mas ainda presentes.

Todo o cuidado para preservar meus coleguinhas, claro.

Só que o ar condicionado aqui da sala, em cima da minha cabeça, continua gélido.

SOCOOOOOOOORRRO!

04
set
09

Trânsito na volta do trabalho, em véspera de final de semana prolongado

Trânsito

Aqui estamos nós, pacientemente esperando um momento melhor para voltarmos para casa depois do trabalho.

Não bastasse termos uma sexta-feira chuvosa, estamos em véspera de feriado prolongado.
Consultando o site da CET, vejo o quadro da dor: tudo vermelhinho pelo meu caminho.

Querer sair perto das dezenove horas daqui seria, no mínimo, um ato de coragem e de muita, muita paciência.

As marginais tornam-se intermináveis corredores de luzinhas vermelhas e buzinas chatas de motocicletas.

 

Em dias assim, se não opto por ficar atá mais tarde no trabalho, na companhia dos meus amigos, preparo o meu kit de sobrevivência no trânsito. Separo os cds ou o pendrive com minhas músicas preferidas, uma garrafinha de água mineral e alguns chicletinhos. Antes de sair, verifico também se o celular tem carga na bateria, dou uma passadinha no banheiro, faço algum tipo de alongamento para o pescoço.

Como estou tentando deixar de fumar, já nem me preocupo em deixar o maço à mão.  Além de não querer deixar o carro cheirando a fumaça e cinza, quero desassociar o cigarro a certas situações. Se toda vez que eu parar no trânsito eu acender um cigarro, creio que passarei a fumar cada dia mais. E isso é tudo o que eu não quero. Carro sujo e pulmão idem.

Dependendo do meu humor, assim serão as músicas.  Sou daquilo tipo de pessoa que dança dentro do carro. Em dias de congestionamento evito olhar para os lados para não ver a cara daqueles que riem de mim. Tudo bem, eu não ligo, podem rir… só não preciso ver. Um colega de outra equipe daqui da emissora leva o seu cavaquinho e toca feliz enquanto pode. Já vi pessoas que lendo livros, jornais, revistas. Mais comum ainda é ver gente comendo no trajeto. Não fosse tão comum, não teríamos tanta gente vendendo amendoins, biscoitos de polvilhos, chocolates…  Eu não gosto de comer no carro. Suja, deixa odores… Sou chata com isso.

Ruim é saber que temos, cada dia mais, marginais assaltando carros parados, estourando vidros, levando bolsas. Um absurdo!

Haja saúde e paciência!!!

 Queria ter sempre a companhia agradável da minha amiga Lelê no carro em dias assim. Quando trabalhávamos no mesmo lugar e ela pegava uma carona comigo para o outro lado da cidade, não tinha tempo ruim ou trânsito que me desanimasse. Lelê estava sempre animada, disposta. Não importava o caminho que fizéssemos, o congestionamento que enfrentávamos.

Se estava calor, a gente ia de vidros abertos, papeando, rindo, cantando. Não era incomum que os outros carros nos dessem passagem, que fossem gentis. A Lelê é linda e tem um dos sorrisos mais contagiantes que já conheci! Acho que essa alegria e beleza ,além de seduzir os outros motoristas, abria os caminhos sem termos que pedir, naturalmente.

Gentileza gera gentileza. Isso vale também para o trânsito.

Em trânsito parado, muitas vezes nos divertíamos imaginando o que as pessoas dos carros ao lado pensavam e para onde iam. Nessa brincadeira passávamos os minutos, as horas, os quilômetros. Com a Lelê era divertido!!! Sem a Lelê, eu vou inventando novos passatempos.

 

Falando em trânsito, não posso deixar de citar: Tenho um amigo radialista, o Flavio Siqueira, que até escreveu um livro falando sobre o assunto. Flavio foi âncora de uma rádio que só fala em trânsito o dia inteiro.

Dez Histórias e Algo Mais

Imaginem como ele entende do assunto. Recentemente, deu uma entrevista no Programa do

Jô.  Se quiser conferir um pouco do trabalho dele, acesse:

www.flaviosiqueira.wordpress.com

 

Bem,  amigos, vou começar o meu ritual.  Já esperei passar um bom tempo, espero encontrar melhor caminho na minha volta.

Até logo!

04
set
09

Amor de travesseiro

amor de travesseiros 2

Para dormir bem, me acostumei a ter vários travesseiros na cama. Sim, vááários.

Não era incomum eu dormir agarrada a cinco, seis travesseiros.

Entre tantas outras manias que tenho, travesseiros virou uma delas.

Hoje, para infelicidade do meu marido, já não consigo adormecer sem estar com os meus companheiros fofos entre nós, esparramados pela cama.

 

Você já dormiu de lado, agarrado a um cheiroso e macio travesseiro, outros dois fofinhos sob a cabeça e mais um colocado delicadamente entre os joelhos? É uma delícia! E você se mantém com a postura mais equilibrada, as costas não reclamam e fica muito aconchegante.

Basta escolher travesseiros macios e fronhas cheirosas para ter sonhos mais tranqüilos.

Acontece que eu não tenho o sono tão quieto assim e  me mexo bastante durante a noite.

Não gosto de colchões muito moles, prefiro até os ortopédicos. Em compensação, não abro mão de ter ao meu alcance as “almofadas do sono”.

Quer me ver feliz? Me deixe entre os meus travesseiros que eu fico bem.

Quer me ver inquieta? Tire meus travesseiros de perto enquanto o meu sono caminha.

Quer me ver sem conseguir dormir? Esconda todos os meus travesseiros e me deixe enlouquecer insone, procurando desesperadamente uma posição reconfortante.

Sou aquele tipo de hóspede que, mal entra no quarto do hotel, já liga pedindo para a camareira mais dois, três travesseiros.
Quando viajo com grupos grandes a trabalho, faço o pedido mais rapidamente ainda. Não gosto de correr o risco de não poder ser atendida. Se viajo de carro para alguma casa de praia ou campo, pode apostar, levo pelo menos dois dos meus “amigos”. Será que eu sou anormal?

 

Agora que encomendamos uma cama maior, estou mais contente ainda. E sabe por quê? Porque vou poder comprar um daqueles travesseiros longos, com mais de metro e trinta de comprimento  para colocar com a gente na cama. A única coisa que me preocupa é: 

_ Onde vou encontrar fronhas para o meu novo amigo?

04
set
09

Risadas que escapam do teclado

teclado

Numa tarde destas, encontrei um amigo online no MSN.

Vamos chamá-lo de Lucas para preservar sua identidade, ok? Ele sabe que fiz um blog, diz que acha muito legal e o apóia, mas daí a deixar que eu revele seu nome, já é demais. Vai que ele não gosta… melhor deixar quieto.

Lucas é um daqueles amigos que não vejo habitualmente, que não encontro mais, mas que manda notícias de tempos em tempos.

Para quem criticava tanto as pessoas que ficam conectadas horas por dia, Lucas agora me surpreendeu! Acho graça de ele ter se adaptado e rendido ao mundo virtual. Anos atrás, quando o conheci, ele dizia que esse negócio de conversar pela internet, como eu já fazia, parecia coisa de maluco. Passávamos longas horas debatendo o assunto. Eu defendia as vantagens de poder me comunicar com velhos amigos e a possibilidade de conhecer novas pessoas. Ele implicava dizendo que o computador era impessoal, que não tinha graça. Hoje ele faz parte de vários sites de relacionamento, entra no MSN para papear, coloca fotos nos perfis. Quem diria?

Passamos boa parte daquela tarde conversando, teclando um para o outro, aproveitando as brechas e intervalos nos afazeres de cada um.

Uma das coisas divertidas que observo quando algumas pessoas teclam, é que elas talvez por não estarem presentes aos nossos olhos, se libertam de poses e atitudes mais sérias, desvendando lados brincalhões, humorados, libertados. E assim foi com ele.

Papo vai, papo vem, nesta tarde meu amigo mostrou que pode ser ainda mais divertido, como as batatinhas “smiles” que comíamos no Joakin’s depois das baladas.  Sim, nesta tarde ele estava inspirado, engraçado, travesso.

Anos atrás, Lucas era o tipo do cara que eu chamava de bipolar… Vivia mudando de humor. Trocava o sorriso “colgate”, sua marca registrada, por semblantes sérios e respostas ásperas em questão de segundos. Vivíamos discutindo, brigando mesmo. Até por times de futebol a gente brigava. Conversa de corinthiano chato com palmeirense teimosa, dava logo em briga.

Começamos a lembrar de fatos e acabamos rindo de nós mesmos. Ridículos!

De repente tudo ficou mais leve. Passamos a rir de tudo, a fazer piada das coisas que vivemos e dos amigos em comum.

Não foi difícil sentir saudades.

A certa altura, uma sonora risada escapou de mim. E agora? O que eu respondo para os meus colegas que perguntam qual foi a piada?

Em tardes assim, de encontros virtuais com amigos saudosos, até que é bom a gente deixar que as risadas escapem assim do teclado,  não é?

03
set
09

Terapia do Sushi

japa 2

Uma das coisas que todas nós, mulheres comprometidas, devíamos fazer de vez em quando, é sair com amigas para jantar.

Eu recomendo. É muito bom!!!!

Tire esse tempo pra você deixando um pouco de lado o trabalho, a família, os compromissos e  os problemas ficam para depois. Dispor de um tempo só seu pode ser divertido. Se compartilhado com amigas, muito melhor.

Duas amigas e eu temos tentado fazer de nossos jantares um hábito. Tentamos sair uma vez por semana.

A gente troca algumas horas guiando no trânsito por longas e divertidas conversas num jantar.

Como nós três gostamos de comida japonesa, não é raro escolhermos algum restaurante japa para a nossa “terapia de grupo”.

Agora entendo melhor porque tantos homens habitualmente se encontram para jogar futebol com os amigos.

O namorado de uma amiga minha, que nunca entra na quadra e nem tem um par de chuteiras no armário, nunca deixa de se encontrar com os “amigos do futebol”. Enquanto alguns suam a camisa, outros conversam na beira da quadra bebericando suas cervejas  tranquilamente. Eles sabem que muito mais importante do que fazer um gol, é voltar para casa com as energias recarregadas e ter uma noite de sono mais tranqüila. Descarregam suas adrenalinas, falam palavrões, exercitam a competitividade e a camaradagem num lugar só. Sabem viver.

Minhas amigas e eu não saímos para paquerar, dançar ou fazer fofoca. A gente sai para celebrar  a vida, a amizade.  

Como nesses jantares acabamos falando sobre tudo, vezes impulsionadas pelas bebidas, outras pelo simples e prazeroso fato de podermos compartilhar, outro dia constatamos que estes  jantares nos fazem muito bem e melhor do que muita terapia.

Toda mulher gosta de falar e ser ouvida, não é não? Toda amiga gosta de ouvir.

Estamos ali rindo, algumas vezes até choramos…

No nosso caso, se fizermos isso acompanhadas de boa comidinha, num ambiente acolhedor,

melhor ainda!!! O que importa é saber que temos, e podemos ser, AMIGAS.

Viva a nossa “sushiterapia”!!!




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